domingo, 19 de dezembro de 2010

†Lágrimas Depressivas†

 

 
 
Lágrimas depressivas
É assim todo o dia

O sol clareia brando

A lua suaviza meu pranto

Medito sobre minha vida vazia
Lágrimas de suplício

Lágrimas geladas…

Lágrimas desperdiçadas…

Tentando aliviar meu martírio
E eu odeio tudo isso

Odeio sentir essa tortura

Ser seguida por essa amargura

Até já tentei suicídio
Minha lamúria

Meu terror que queima minha alma

Minha mortificação que não me deixa ter calma

Minha eterna fúria

Lágrimas…

Lágrimas de dor

Lágrimas sem amor

Mágoas…
Tentei me afogar

Nessa lamentação inútil

Nesse lamento fútil

Na bruma que disfarça o mar
Mas isso não me protegeu

Só me trouxe mais aflição

Só trouxe minha crucificação

Mas isso não me abateu
Pois, assim como eu

Nesse mundo profano

Sufocado nesse desejo insano

Muita gente morreu…
Nessa imortal depressão

domingo, 12 de dezembro de 2010

†Sem Titulo†

 
 
Ela não precisa de sorrisos, nem de lágrimas, nem de pena...
Ela não precisa de amigos, nem de amores, nem de ninguém...
Ela não precisa de ajuda, nem de pena, nem de caridade...
Ela não precisa da vida. Ela não precisa de nada.
Ela precisa apenas de um grande descanso.
Descanso e conforto para uma alma atormentada e confusa.
Uma alma que se perdeu no limbo do tempo. No fogo do inferno. Na agonia da vida.
Uma alma que há muito se desprendeu do carnal. Que vaga sem rumo.
Ela simplismente precisa de uma nova chance. De um Deus que a ame e não a esqueça.
De um Deus que exista.
 
Altor não encontrado.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

† Melancolia †

Melancólica noite nasce mais um

dia,

cilencioza beleza e escura,

sombria.

sempre renascendo ao fim de um

Amanhecer;

Uma Noite CRIA Doce Vida em seu

anoitecer.

escondendo em suas sombras um eixo de

Luz,


cobrindo seus medos pregados na

Cruz.

noite adorável, onde seus sonhos voam sobre seu negro

Céu

folhas dezejos libertos cada um vento

seu.

susurros que falam nada,

Olhos Abertos Mas Que Nada

Olham,

Passos cegos em nehum lugar,

Caminhos Levados um lugar,

Algum.

Limitando DEVE npssp próprio

Destino,

preso na noite em nosso próprio

Caminhar,

Noite melancólica, fria e indefeza

Cheia de trevas em sua bela

natureza,

sonos profundos em seu Domínio

em muitos, olhos fechados,

dormindo.

sem sentir sua beleza percorrer seu

tempo.

Tempo morto a cada soprar DE SEnós

Ventos.

Escuridão apaixonante, que nasce um fim de cada

Tarde ...

sempre morta a cada dia que
L

NASCE....
 
Altora: Luzbel

† Um ser †

Um ser obscuro
um ser solitário
esconde-se no escuro
um ser ao contrário
cabelo comprido
botas pesadas
um rato comido
são histórias contadas

† Lamentos †

Devo aceitar o meu padecer,
Sombras, carne fétida,
Tudo é negro.
Estou pálida,
Falta sangue nas veias,
Falta vida neste viver.
Grito, tento me aproximar,
Ninguém escuta…
Choro a dor de feridas
Expostas na alma,
Ninguém vem me consolar…
Sou nada, existi apenas.
Alta madrugada, todos dormem,
Sono profundo, eterno,
Estou a perambular, não descanso,
Frio jazigo.
Queria embalar num sono real,
Voltar a viver, sorrir …
Desta vez quem sabe,
Ser feliz.

† À saudade que há de matar †

Rosas perfumadas e sem espinhos,
Que colheste, ferindo as mãos,
Sobre meu túmulo vais desfolhando
Na mais completa solidão…
Segue meu corpo envolto
Por flores, entrelaçadas as mãos,
Que um dia seguraram as tuas,
E suplicaram amor em vão!
Ruflarei minhas asas na tênue linha,
Que separa, no horizonte, o céu…
E hei de te ver chorar sozinha!
E se um dia tiveres que me encontrar!
Que venhas vestida no mais puro véu,
Da saudade que te há de matar!

† Por Detrás do rosto fechado †

Os olhos que se fecham num rosto fechado,
Abrindo velhas chagas de velhas memórias,
Sentindo cada chaga perfurar a alma,
Aquela que há muito tempo se perdeu,
Se espalhando em mil pedaços pelo chão…
Onde o rosto nunca se abre,
Rosto que sangra por dentro,
Arrancando cada esperança de si…
Oh, que amarga doçura…
A musica que embala do compasso,
O compasso que se arrasta para a morte,
Arrastando aquele ser que se fecha,
Deixando cada chaga se esvaiando em sangue,
Iluminando pelas trevas a alma perdida,
Fechando sobre si tudo o que se desaba,
Deixando que apenas permaneça um rosto fechado…